Mais um capítulo na negociação do reajuste salarial dos servidores públicos municipais foi escrito na noite de ontem, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal e contou com a presença maciça dos trabalhadores da educação, em especial dos filiados da APLB Sindicato Núcleo de Presidente Tancredo Neves, que lotaram as dependências do plenário da Casa Legislativa e outros tantos acompanharam pela live no Facebook da possível votação do projeto de lei 02/2022, que trata do reajuste salarial do professores da rede pública municipal, encaminhado pela Prefeitura Municipal e propõe um reajuste de 33,24% para o nível 1, 14% para nível 2 e 14% para nível 3. As comissões da Câmara Municipal fizeram análise deste projeto e se reuniram com os representantes de sindicatos para ouvir a posição das entidades que representam a categoria.
A APLB Sindicato manteve a sua posição de não abrir mão do reajuste linear de 33,24% para todos os níveis. Nossa posição fundamentam-se na Lei Federal nº 11.738, de 16/7/2008 (Lei do Piso), Portaria Interministerial Nº 11, de 24 de Dezembro de 2021 (que concede o reajuste de 33,24%) e Lei Municipal 023/2010 de 15/12/2010 (Lei do Plano de Carreira e Renumeração). Portanto existe uma norma federal que obriga o município a realizar o reajuste e se levarmos em conta o Plano de Carreira do Magistério ainda estaríamos longe do que diz nossa lei municipal:
1.0 (Piso) para o nível 1;
1.20 (Piso+20%) para o nível 2;
1.40 (Piso+40%) para o nível 3.
Um breve histórico:
A APLB se reuniu com os representantes da gestão por quatro vezes (04/03, 25/03, 30/03 e 12/04) e em muitas destas vezes também com a presença do Prefeito Municipal Antonio dos Santos Mendes, . Nos reunimos com os vereadores na última sexta-feira, dia 22/04, às 14h, nas dependências da Câmara Municipal para apresentar a nossa proposta de reajuste, já discutida exaustivamente com o Poder Executivo e sem se chegar a um termo. A gestão diz que não tem dinheiro e o índice de pessoal não permite tal reajuste. Nós da APLB afirmamos que só em 2021 o FUNDEB recebeu mais de R$ 7 milhões de reias a mais, sem ter dado um centavo sequer de reajuste a qualquer servidor público, em 2022 está previsto os mais de R$ 28 milhões de repasse, mais R$ 7,8 milhões de complementação. Desde o último reajuste salarial que os trabalhadores da educação tiveram, o FMDE (Fundo Municipal de Educação) recebeu só do FUNDEB a bagatela de R$ 14,8 milhões, portanto não se justifica os dois argumentos - falta de dinheiro e índice de pessoal - porque o segundo e elevado que a despesa sobre sozinha, mas mostramos que a receita foi elevada, neste caso cai por terra a afirmação que vai aumentar o índice de pessoal.
Em tempo, nos colocamos a disposição para negociar o reajustes dos níveis 2 e 3 de forma parcelada, com o sua última parcela ainda em 2022, propomos um reajuste para este dois níveis abaixo do que diz o Plano de Carreira, mas também não tivemos avanço.
Nossos agradecimentos aos vereadores que decidiram devolver o projeto de lei e nos deram uma nova chance do dialogo sobre a necessidade da concessão do reajuste salarial dos profissionais da educação, que no caso dos professores, sua data base é janeiro e já estamos chegando ao mês de maio no próximo domingo, sem um desfecho desta situação, necessitamos do apoio de todos os vereadores na conversa com quem pode conceder nossa reivindicação.



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