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sexta-feira, 17 de março de 2023

Revogação do Novo Ensino Médio: entenda o motivo das manifestações

Imagem: Reprodução

Estudantes e professores se reuniram pela manhã na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e saíram em passeata em direção à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Diversos movimentos estudantis e entidades ligadas à educação também fizeram manifestações em outros estados do país.

Em entrevista ao jornal O Povo News, o presidente da CNTE, Heleno Araújo, explicou o porque do novo ensino médio ser um atraso na educação pública do país, elencando os seus pontos negativos. Confira a reportagem completa no vídeo abaixo.

Fonte: O Povo News (15/03/2023)

Pensão para órfãos de feminicídio é fundamental para garantir dignidade às vítimas da violência

Foto: Agência Brasil/Arquivo

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 976/22 na última quinta-feira (9) para garantir o pagamento especial de um salário mínimo a filhos, filhas e outros dependentes menores de 18 anos de mulheres que morreram simplesmente por serem mulheres: os/as órfãos do feminicídio.

Para entrar em vigor, o texto precisa também passar por análise, votação no Senado e, caso não sofra nenhuma alteração, dependerá da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O valor da pensão em 2023 é de R$ 1.320 e será concedida a filhos e filhas biológicos ou adotivos e dependentes com renda familiar mensal per capita igual ou menor a 25% do mínimo, equivalente a R$ 330.

O PL de autoria da deputada federal Maria do Rosário (PT/RS), que tem como coautoras as deputadas Erika Kokay (PT/DF), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Luizianne Lins (PT/CE), Natália Bonavides (PT/RN), Professora Rosa Neide (PT/MT), Rejane Dias (PT/PI) e Benedita da Silva (PT/RJ), determina que a pensão não poderá ser acumulada com benefícios previdenciários recebidos do Regime Geral de Previdência Social ou dos Regimes Próprios de Previdência Social. Nem pode ser associada pensões ou benefícios do sistema de proteção social dos militares.

Segundo Benedita da Silva, o objetivo é fazer com que o poder público ampare aqueles e aquelas afetados e afetadas diretamente pela violência de gênero.

“Iniciamos pensando justamente em criar condições dignas para as crianças e adolescentes que, além da perda das mães, vítimas de feminicídio, ainda ficam sem qualquer tipo de assistência por parte do Estado”, explica.

Dor irreparável

Segundo pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, de 2021, 57% dos brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de ameaça de morte pelo ex ou atual parceiro. O levantamento aponta ainda que 37% conhecem uma mulher que sofreu tentativa ou foi vítima de feminicídio íntimo.

Muitas dessas pessoas, como Louise de Luca Gomes, tornaram-se órfãs a partir de agressões praticadas por homens com os quais conviveram.

Em 2014, a professora Andrea Câmara de Luca foi morta a facadas na cidade de Ponta Grossa (PR), enquanto a irmã de Louise, à época com 10 anos de idade, permaneceu trancada no quarto ao lado do local onde ocorria o crime.

O então companheiro de Andrea, Sandro Luiz Ramos Araki, foi condenado a 36 anos, sete meses e 15 dias de reclusão, mas não ficou nem 10 anos preso e cumpre a pena em regime semiaberto. Mesmo com passagem por agressão, tentativa de homicídio, extorsão qualificada pela morte, furto qualificado e cárcere privado qualificado. Louise cursou direito para tentar entender as leis do país e falou à Revista Mátria sobre o medo constante que ela e a irmã têm de que o criminoso reapareça.

Apesar de entender que a pensão é uma reparação do Estado por não fornecer um método totalmente eficaz de prevenção aos crimes, ela lembra que a perda nunca será compensada.

“Dinheiro nenhum vai trazer a minha mãe de volta. A falta que uma mãe faz na vida de uma pessoa, principalmente na da filha, é muito grande. Quantas vezes eu já entrei em caminhos tão errados e pensei, ‘nossa, precisava da minha mãe agora’. Mas eu não tenho mais ela porque um idiota achou que a vida dela não valia nada e ela poderia ser retirada. Trocaria qualquer valor para tê-la de volta”, diz Louise.

A luta continua

Caso seja aprovada, a pensão soma-se a outras medidas importantes, como a Lei 13.104, de 9 de março de 2015, conhecida como Lei do Feminicídio, que alterou o Código Penal e passou a tipificar o assassinato de mulheres em situação de violência doméstica e familiar ou em razão do menosprezo ou discriminação à sua condição como um crime hediondo.

Mas a mestre em violência doméstica contra as mulheres e coordenadora do Centro de referência e apoio à mulher Márcia Danfremon, Cláudia Poleti Oshiro, destaca que nenhum benefício pode justificar a ausência de políticas públicas para prevenção dos crimes.

“Precisamos ficar atentas para que essa pensão não seja forma de compensação para crianças e adolescentes, porque nada compensa. Precisamos continuar cobrando o investimento para prevenção do feminicídio por meio de políticas púbicas que protejam, empoderem e fortaleçam as mulheres. É fundamental que elas tenham acesso a apoio e se livrem de situações violentas”, alerta.

Para denunciar a violência contra a mulher, ligue gratuitamente 180. O serviço funciona 24 horas por dia em todo o país, todos os dias da semana.

Fonte: CNTE

quarta-feira, 15 de março de 2023

APLB PTN realizou reunião com a gestão municipal para definir o reajuste do Piso do professor

A Coordenadora da APLB Sindicato Edilene de Jesus, as diretoras da Delegacia Costa do Dendê de Valençã Salete Lucena e Vera Lúcia e as professoras Edilene Batista Pereira, Helenice Santana Santos e Josélia Argolo dos Santos e servidores de apoio das escolas, se reuniram com os representantes da gestão municipal, para discussão e negociação de assuntos relacionados à educação.


A pauta principal foi o reajuste do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica de 14,95% concedido pelo Ministério da Educação (PORTARIA Nº 17, DE 16 DE JANEIRO DE 2023), que reajusta o valor mínimo de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55, em 1º de janeiro de 2023. Diante desta situação a APLB PTN agendou no final do mês passado (28/02), uma reunião com a gestão para saber quando e como seria feito o reajuste do piso, havendo ainda a expectativa de que o reajuste fosse dado de forma linear e já no salário de fevereiro (veja aqui). Dois meses de salário já foram pagos, mas sem um centavo de reajuste. Pela segunda vez os trabalhadores da educação foram para uma reunião com a gestão em busca duas duas perguntas inquietantes: quando e como será feito o reajuste?

O posicionamento da gestão não foi o esperado, pois alguns que foram na primeira reunião voltaram com impressão de que a gestão faria de fato um reajuste linear, como sinaliza a Lei Complementar 023/2010. os representantes da gestão alegaram falta de recurso para dá o reajuste salarial de forma linear, propondo:

  • 14,95% para os professores de níveis 1 e 2;
  • E 6% para os professores de nível 3.

Como sempre acontece, quando na mesa de negociação a gestão apresenta uma proposta abaixo da pleiteada pela categoria, a APLB vai apresentar a proposta em assembleia para os sindicalizados para deliberação.

Um segundo assunto da pauta da reunião, não menos importante, foi o precatório do FUNDEF, que já se arrasta há 4 anos de lutas, e pelo visto deverá sair ainda este ano. A gestão informou que está fazendo ajustes na lei, para encaminhar o PL para a Câmara Municipal. Por enquanto, ainda sem previsão de quando e quanto os servidores receberão sua parte no precatório.


[TO] Em assembleia, professores votam pela continuidade da greve em Peixe

Os professores da rede municipal de Peixe, na região Sul do estado, votaram pela continuidade da greve durante assembleia da categoria realizada nesta segunda-feira, 13 de março, na Câmara Municipal. O movimento paredista completou vinte e dois dias nesta terça, 14.

A presidente do Sintet Regional de Gurupi, Gabriela Zanina informou que esteve reunida ainda ontem com o prefeito de Peixe Augusto Cezar buscando uma proposta. Na reunião, o Sintet apresentou um estudo econômico que mostra que os recursos do Fundeb aumentaram, mas o prefeito não aceitou a proposta do Sintet para pagar o piso. “O prefeito insiste em pagar uma complementação para alcançar o valor do piso, é ilegal, o piso é lei e deve ser pago, o estudo técnico mostrou que tem recurso sim”, disse Gabriela.

O presidente do Sintet, José Roque Santiago e o assessor jurídico Silvanio Mota estiveram no município onde acompanharam a reunião com a Prefeitura e conduziram a assembleia da categoria.

“Não há como abrir mão do mínimo, o piso é valor mínimo a ser pago aos professores, vamos seguir na luta pela garantia dos direitos da categoria”, disse José Roque.

A greve tem adesão de 100% dos professores da rede de ensino que atende cerca de 1.300 alunos.

Pela Assessoria de Imprensa no Sintet-TO (14/03/2023)

No Dia Nacional Marielle Franco, CNTE defende papel da escola como espaço de resistência à violência política, de gênero e raça

Há 15 anos, o país questiona quem mandou matar a vereadora carioca Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Uma indagação que segue sem resposta desde que a mulher negra, bissexual, de origem periférica e defensora dos direitos humanos foi assassinada no dia 14 de março de 2008.

Marielle tornou-se um marco na luta contra o machismo, o racismo, a LGBTIfobia e no último 8 de março, dentre outras medidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu o 14 de março como o Dia Nacional Marielle Franco de Enfrentamento da Violência Política de Gênero e Raça.

Uma data de resistência e combate à violência política, tema que a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) defende estar presente nas salas de aula.

De acordo com pesquisa realizada pela ONU Mulher em 2020, 82% das mulheres em espaços políticos já sofreram violência psicológica, 45% já enfrentaram ameaças, 25%, violência física no espaço parlamentar, 20% assédio sexual e 40% das afirmaram que a violência atrapalhou a agenda legislativa.

Fatos recentes apontam que segue a crescer o avanço do conservadorismo no país, que busca impedir a participação feminina na política.

Em fevereiro deste ano, a vereadora Maria Tereza Capra (PT) teve o mandato cassado em São Miguel do Oeste, município de Santa Catarina, por 11 parlamentares homens, após criticar gesto nazista feito por participantes de uma manifestação bolsonarista na cidade.

Desde então, ela tem recebido ameaças e teve de ingressar em um programa de proteção a defensores dos direitos humanos.

Para a ex-diretora da CNTE e atual secretária de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Iêda Leal, a escola e os educadores e educadoras têm papel fundamental na luta contra a violência.

“A violência política de gênero e de raça, hoje marcado pelo Dia Marielle Franco, deve ser enfrentada diariamente pela ressignificação de conceitos e valores estruturais e estruturantes da nossa sociedade. Reaprender sobre relações de gênero, relações raciais e ocupação de espaços é essencial e a escola tem o papel fundamental neste processo. No planejamento pedagógico há de se pensar estratégias para abordagem do tema, desde a pequena infância até os bancos das universidades”, defende.

Caminhos legais

Em 2021, o Congresso Nacional aprovou a Lei 14.192, que estabelece regras para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher.

A partir da medida, toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos delas, não apenas durante as eleições, mas durante todo o exercício de qualquer função política ou pública passaram a ser consideradas violência política. Assim como ações que depreciem a condição da mulher ou estimulem sua discriminação em razão do gênero, cor, raça ou etnia.

Não deixa de ser irônico a sanção do texto ocorrer durante o governo do ex-presidente derrotado nas últimas eleições, Jair Bolsonaro (PL), que cortou em 90% a verba disponível para ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

Mas, se já estivesse em 2016, talvez a ex-presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher a ocupar o cargo na história do Brasil, não passasse impunemente por um processo de golpe recheado de nuances machistas e misóginas.

Secretária de Formação da CUT/SE e oficial administrativa em uma escola da rede estadual, Caroline Santos, pondera que, apesar de um espaço privilegiado de desconstrução de preconceitos, a escola é um microcosmo da sociedade e como tal há a reprodução das violências.

Para reverter esse cenário, defende, é fundamental que haja formação continuada para todas as trabalhadoras e trabalhadores da educação.

“Essa é a medida necessária para que haja um processo contínuo de desconstrução destas violências e não só no processo de ensinar e aprender, mas também de envolvimento de toda a comunidade escolar”, analisa.

Deputada estadual em Goiás, Bia de Lima (PT) concorda com Caroline sobre o papel da escola e indica que a análise da estrutura sobre a qual a sociedade está construída é fundamental para questioná-la e revertê-la.

“A prática da violência política contra mulheres reafirma a perversidade da sociedade brasileira potencializada quando estas exercem a representatividade em espaços de poder. Espaços estes criados por homens em instituições moldadas para a não presença de corpos femininos. A escola, por meio da educação formal, tem um papel fundamental na superação das violências, e nesse caso, do machismo, da misoginia e da violência política de gênero”, ressalta. 

Fonte: CNTE

Com apoio da CTB, educadores baianos garantem avanços em negociação com o Estado

Professoras e professores baianos foram mobilizados pela APLB-Sindicato, nesta terça-feira (14), em toda a Bahia, para decidir sobre a pauta de negociações que tem sidoo tratada com o governo estadual. Os profissionais da educação se reuniram na capital e em 17 regionais. Em Salvador, o encontro aconteceu na Praça Municipal.

A categoria debateu itens como piso salarial, Gratificação de Estímulo ao Aperfeiçoamento Profissional (Geap), Educação de Jovens e Adultos (EJA), Plano de Carreira, eleições diretas de gestores, coordenação pedagógica, reforma do ensino médio e educação integral. A CTB Bahia apoiou a manifestação com a presença do vice-presidente, Reginaldo Alves, e do secretário de Combate ao Racismo, Jerônimo Júnior.

Dirigente da CTB Nacional, da CTB Bahia e da APLB, Arielma Galvão reforçou os avanços nas negociações com o Estado. “Tínhamos pautas represadas desde 2019 e conseguimos fazer o governo avançar. Antes, queriam pagar 357 processos da Geap, mas agora serão 1.087. O reajuste do piso, de 14,95%, será para todos, inclusive aposentados. Conseguimos que a pecúnia de 2021 seja paga totalmente em 2023. Além de assegurar a volta da eleição direta para gestores de escolas, que não acontecia há alguns anos, entre outros pontos”, enfatizou.

Segundo o coordenador geral da APLB, professor Rui Oliveira, as lutas recentes da entidade foram importantes. “A Secretaria de Educação melhorou bastante as propostas sobre esses pontos, mostrando que a mobilização sempre foi nossa força para conquistar nossos direitos. Reuniões nas escolas e ações nas ruas fizeram o governo ceder e os nossos pleitos prosperarem. Agora, é voltar a se reunir com a SEC para assinar o melhor acordo”, disse. Informações da CTB-BA.

Fonte: CTB Nacional

Sindicato é para lutar! APLB promove assembleia na rede estadual e destaca avanços, frutos da luta!

A APLB-Sindicato, legítima representante dos trabalhadores e trabalhadoras em Educação do Estado da Bahia promoveu na manhã desta terça-feira (14/03), assembleia da rede estadual de ensino, de forma simultânea, na capital Salvador e em mais 17 regionais do interior do estado. Em Salvador, a Praça Municipal foi tomada por um número expressivo da categoria que fortalece a luta da entidade em defesa da classe trabalhadora. A assembleia, em Salvador, votou em peso, com unanimidade, pela aprovação das propostas apresentadas. 

A assembleia, em Salvador, votou em peso, com unanimidade, pela aprovação das propostas.

Para o coordenador-geral Rui Oliveira a assembleia foi vitoriosa. Rui destacou a confiança e apoio da categoria frente ao Sindicato e fez um alerta aos associados sobre as tentativas da aplicação de golpes financeiros por grupos criminosos.  “Nossa assembleia foi bastante positiva. É gratificante sentir a confiança da categoria. Aproveito para fazer um sério alerta! Não acreditem em falsos profetas ou pessoas que ficam vendendo ilusão querendo ganhar seu dinheiro com advogados. Nós conseguimos a pecúnia para todo mundo sem advogado algum. Nós conseguimos garantir 14,95% pra todo mundo. Ganhamos uma liminar agora que obriga o governo do estado a pagar o Piso para todo professor de subsídio. Professor que tenha PU, todo mundo, a Justiça mandou pagar e o governo vai ter que cumprir! Então quero parabenizar a categoria e chamar para uma grande manifestação com paralisação, no dia 22 de março, na Praça da Piedade”, destacou Rui. 

Rui também pontuou que é importante participar das mobilizações dos estudantes, promovida pela UBES, na quarta (15/03), em protesto contra o Novo Ensino Médio. Ressaltou que a luta pelo Planserv continua, pontuou a necessidade da construção de um seminário sobre o Ensino Médio e destacou que o Sindicato seguirá na cobrança pela realização de uma audiência pública junto à comissão de Educação na Assembleia Legislativa.

 

A diretora Arielma Galvão, também presente na assembleia, fez uma avaliação bastante positiva e destacou alguns pontos conquistados pela APLB junto às negociações com o governo do estado. “Nós tivemos hoje uma assembleia muito importante, com muitos avanços e conquistas para a categoria. E eu quero começar destacando a gratificação de aprimoramento profissional. Desde 2019 está parado esse pleito e, agora, nós conseguimos avançar de 357 processos para 1.087, que serão publicados em diário oficial. Os demais iremos acompanhar junto à categoria. Além da gratificação tivemos outros pleitos como a garantia do Piso para todos (as) que estão na tabela. Defendemos a aposentadoria decente para professores e professoras e, por isso, conquistamos na Justiça o pagamento do subsídio. Claro que a luta continua, precisamos continuar na unidade, mas precisamos sim comemorar esse momento e devemos continuar valorizando a força da APLB-Sindicato. É isso, estamos juntos, juntas e juntos!”, comemorou Arielma elencando ainda outras conquistas como a gestão democrática que garantiu a eleição direta para gestores e a necessidade de continuar a luta para obter novos avanços como na coordenação pedagógica, que o Sindicato permanece na luta pelo tempo para planejamento. 

Marcelo Almeida, diretor da APLB preferiu destacar o empenho do Sindicato com relação às negociações. “Hoje, dia catorze, mais uma vitória da APLB-Sindicato. A categoria presenciou o que foi uma das melhores negociações da APLB-Sindicato. Então 14,95% dentro no ano, mesmo sendo em duas vezes, mas supera, porque corrige os intertícios que a gente vem brigando há tanto tempo. Paralelo a isso eu acho que foi uma grande vitória também a reconstrução da tabela. Será criada uma Comissão para reconstruir, para que todos os trabalhadores da educação que estão na carreira possam ter o seu internível garantido. Então, parabéns para a APLB, parabéns a toda Comissão, vamos à luta e a luta continua!”, pontuou Marcelo.

O vice-presidente da CTB Bahia,  Reginaldo Alves prestigiou a assembleia e reafirmou o apoio da entidade sindical junto à luta dos profissionais da Educação. “Será necessário que todos os prefeitos e governadores cumpram a lei do Piso em todos os seus aspectos, como também respeitem o plano de carreira sem achatamentos. A CTB é solidária à luta da APLB-Sindicato pela revogação do novo ensino médio e todas as pautas em defesa de uma escola pública, à serviço dos filhos da classe trabalhadora”, declarou Reginaldo.

 Durante a assembleia foi distribuído um informe com as principais resoluções e conquistas de itens constantes da pauta de reivindicações, fruto das audiências com o governo do estado e diversos encaminhamentos.

Fonte: APLB Sindicato

terça-feira, 14 de março de 2023

Ter alunos com deficiência em classes comuns beneficia escolas, diz especialista

À CNN Rádio, Rodrigo Hübner Mendes, fundador do Instituto Rodrigo Mendes, afirmou que a convivência entre os alunos é positiva para todos.

O crescimento das matrículas de alunos com deficiência em classes comuns entre 2021 e 2022 é bastante positivo, na avaliação de Rodrigo Hübner Mendes, fundador do Instituto Rodrigo Mendes, à CNN Rádio.

De acordo com o Censo Escolar de 2022, somente na Educação Infantil, por exemplo, as matrículas desses estudantes tiveram um aumento de 63,5%.

“Há um marco legal bastante robusto nesse sentido, que define desde 2008 que crianças com deficiência devem ir para a escola com demais alunos, para que possam conviver num ambiente de máximo estímulo para ter chance de alcançar o seu melhor como ser humano”, disse o especialista.

Rodrigo Mendes acredita que “as mudanças geram tipo de ensino que é mais contemporâneo, a escola como um todo ganha, cresce com qualidade de ensino, e gera benefício para cada estudante.”

De acordo com ele, o modelo de “escola segregada” fracassou, já que os alunos tinham características muito semelhantes, com poucos colegas, e “raramente conquistaram autonomia.”

Ao mesmo tempo, ele destaca que o desafio não é trivial: “A escola comum precisa rever projeto pedagógico, estrutura, uma série de mudanças que precisam ser consideradas para que o modelo ocorra bem.”

Embora haja avanços, o especialista lembra que ainda há “enorme lacuna” no que diz respeito à qualificação de professores.

“70% dos professores questionados sobre prioridades manifestam que precisa de mais repertório para desempenhar um bom trabalho e isso é papel de política pública, a começar pelo MEC, que tem que ser maestro”, completou.

*Com produção de Isabel Campos

Fonte: CNN Brasil

Repasse federal para a merenda escolar será reajustado em até 39%, anuncia governo


Investimento em 2023 será de R$ 5,5 bilhões. Segundo o Observatório da Alimentação Escolar, desde 2017 o governo federal repassa R$ 0,36 por aluno por dia a estados e municípios.


O governo federal vai reajustar em até 39% os repasses do governo federal para a merenda escolar. O dinheiro é destinado aos governos estaduais e às prefeituras para complementar a verba da alimentação dos estudantes.

Os valores serão anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma cerimônia no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (10), durante um encontro com prefeitos.

Segundo o Observatório da Alimentação Escolar, desde 2017, o governo federal repassa R$ 0,36 por aluno por dia aos Estados e municípios, para alimentação escolar no ensino fundamental e médio.

Em setembro do ano passado, o governo Bolsonaro vetou um reajuste no valor do repasse do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O projeto vetado previa repasses de até R$ 1,07 por aluno em creches e no ensino integral, por exemplo.

O governo estima investir R$ 5,5 bilhões neste ano e beneficiar 40 milhões de alunos de escolas públicas. O reajuste da merenda escolar é um compromisso de Lula e do ministro da Educação, Camilo Santana.

Segundo o governo, os reajustes serão de:
  • 39% para alunos do ensino fundamental e médio;
  • 35% para pré-escola e educação básica para indígenas e quilombolas;
  • 28% para creches, escolas em tempo integral, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e atendimento especializado.

Fonte: G1


Estudante de escola pública da PB cria projeto para 'treinar' colegas para olimpíadas científicas



Projeto idealizado por estudantes têm auxiliado alunos a terem alto desempenho em olimpíadas educacionais. Um dos idealizadores do projeto, acumula mais de 90 premiações em olimpíadas estudantis.

Medalhas, premiações e diversas participações em Olimpíadas de conhecimento por meio de um projeto criado entre estudantes. Assim tem sido a carreira acadêmica do paraibano Giovanny Arthur, de 18 anos, que, através de um projeto criado com o auxílio de outros estudantes e com a tutoria de professores, fizeram com que o jovem de João Pessoa conquistasse diversos prêmios em olimpíadas na área da educação e fizesse com que outros estudantes conseguissem ter alto desempenho - e premiações - em competições educacionais.

O projeto que fez Giovanny e outros estudantes se dedicarem rigorosamente às Olimpíadas é o ‘Go Big’, que segundo o estudante, nasceu com o intuito “de incentivar, de ser grande”. Os participantes do projeto já realizaram cerca de 42 olimpíadas, com uma média de 70 premiações.

"O mundo olímpico é pouco conhecido, mas é uma das melhores coisas que os estudantes podem escolher, pois ele abre caminho para muitas outras oportunidades”, relata Giovanny.

 

Vontade de crescer fez nascer o 'Go Big'

Nascido em João Pessoa, Giovanny, que foi estudante da ECIT Francisca Ascensão Cunha [concluiu o ensino médio em 2022], foi descobrindo, ao longo do período em que estudava, que tinha vontade de estudar fora do país, mas não sabia como e de que forma direcionar a carreira acadêmica para realizar esse desejo.

Durante o ensino médio, numa disciplina denominada “Projeto de Vida”, o jovem apresentou um projeto que remetia à possibilidade de realizar os estudos fora do país, e, a partir desse esboço e do empurrão de uma colega, o “Go Big” surgiu.

“A ideia de criar o 'Go Big' surgiu durante a minha participação na Mostra Brasileira de Foguetes. Durante a minha participação eu conheci a Giovanna, aluna de uma escola particular de São Paulo. Nossa ideia era pôr um nome ou frase em inglês [para o projeto], e a Giovanna me indicou uma série para assistir. Nessa série havia uma frase com uma referência ao ‘Go Big’, no sentido de incentivar, de ser grande. Então a gente decidiu fazer esse nome nesse sentido, de incentivar, de ser grande”, explicou o estudante.

O projeto "Go Big" foi criado em 2020 para servir de ponte entre as olimpíadas do conhecimento e os alunos que queriam saber como funcionava o processo para participar. A tutoria oferecida pelo projeto ia desde o ato da inscrição do participante até os processos preparatórios de estudos para prestar as provas olímpicas.

“A gente [estudantes que faziam parte da organização do projeto] trouxe várias pessoas com conhecimento técnico em várias áreas para criar um projeto completo. Temos alguns embaixadores também para ajudar na divulgação. Quando criamos ele [o projeto], em 2020, estávamos entrando na pandemia então nós dávamos aulas no Google Meet”, explicou Giovanny.

Atualmente, o projeto conta com mais de 200 pessoas, além de 20 voluntários, e é totalmente gratuito. De acordo com Giovanny, a ideia do projeto é “simplesmente ajudar de coração”.

Estratégia de sucesso

A base do projeto “Go Big” é o autodidatismo. O projeto tem objetivos olímpicos educacionais para ajudar jovens já no ramo, os que querem evoluir, além daqueles que não conhecem essas competições, atuando como uma ferramenta de incentivo para todos participarem em todos os tipos de olimpíadas que se agradem

Um dos professores envolvidos na tutoria dos participantes do projeto é Thiago Ferreira do Nascimento, de 35 anos. Segundo o professor, a dedicação dos autodidatas era tão grande que eles se preparavam por si só, sem a ajuda efetiva dos professores.

“Com o grupo já formado, digo os conteúdos e deixo-os livres para aperfeiçoar o autodidatismo, mas dando a possibilidade, além de suas próprias pesquisas, de me consultarem para tirar dúvidas durante qualquer horário do dia, por reuniões em plataformas online”, diz Thiago, professor da área de exatas.

O autodidatismo era uma prática de estudos amplamente utilizada por Giovanny Arthur. O estudante paraibano explicou ao g1 que precisou reorganizar a rotina para preparar um cronograma de estudos adequado e que pudesse lhe dar alto rendimento nas olimpíadas, e que, de certa forma, pudesse, também, dar atenção ao projeto e auxiliar outros estudantes.

“Devido a minha carga horária para idealizar o projeto, tive que reorganizar minha rotina, pois eu estudava sozinho para as olimpíadas. Fazia meu cronograma de estudos. Tive que reorganizar tudo, pois tinha que dar uma atenção ao projeto, então eu passava a manhã inteira estudando de forma virtual e à tarde organizava as coisas para o projeto acontecer, criando a parte virtual, procurando parceiros, entre outras coisas. O meu método sempre foi estudar por provas anteriores, pois é possível visualizar tópicos como tipo de perguntas, como são montadas, estratégias”, relatou Giovanny.

O esforço de Giovanny deu certo. Ao todo, o paraibano tem 12 medalhas de ouro, outras sete medalhas entre prata e bronze, além de outras premiações por participações e alta performance em olimpíadas educacionais.


Incentivo para fazer acontecer

O projeto “Go Big” serve como um pontapé inicial para os estudantes redirecionarem seus focos de estudos e carreira acadêmica/profissional. Os estudantes que participam do projeto já realizaram cerca de 42 olimpíadas educacionais, com uma média de 70 premiações. O sucesso do projeto, tanto na transmissão de conhecimento quanto no reconhecimento com premiações, tem sido motivo de orgulho tanto para os estudantes que buscam aprendizado pelo projeto, quanto para professores como Thiago, que realizam tutoria dos alunos.

“Me sinto feliz por saber que a próxima geração de profissionais já iniciou o seu desenvolvimento profissional e além disso obtiveram conquistas. É bastante satisfatório para mim saber que eu consegui plantar sementes de conhecimentos em cada um dos meus alunos. Uma das minhas prioridades como professor é ensinar ciências, ensinar o quão importante as ciências são para nossas vidas e saber que essa minha prioridade está sendo de fato passada a frente já me deixa no ápice de orgulho por tê-los como meus estudantes”, relatou o professor.


Giovanny explica que, através do projeto, fez com que seu sonho em estudar em um outro país fosse mais possível e, a partir de então, começou a tornar esse sonho realidade.

“O meu foco é estudar fora, com prioridade nos Estados Unidos. Isso me fez querer estudar mais, aperfeiçoar meu inglês e lutar bastante para chegar lá. O meu professor Thiago me ajudou bastante, me motivou a seguir o projeto e diz que é um projeto muito necessário, muito importante para os alunos do ensino médio”, disse o estudante.

Giovanny pretende cursar licenciatura em matemática. Na edição do primeiro semestre deste ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o paraibano foi aprovado para a graduação que queria, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas não pretende iniciar o curso pois está se preparando para cursar a faculdade nos Estados Unidos.

 Fonte: G1

Como tornar uma criança mais estudiosa? Veja 7 cuidados que os pais devem tomar na hora da lição de casa


Não é necessário que o adulto domine o conteúdo que está sendo estudado pela criança. O importante é estar por perto e sempre se referir às lições como algo positivo (jamais como castigo). Veja as demais dicas dadas pelos especialistas ouvidos na reportagem.

A criança sai da escola, volta para casa e… só quer saber de jogar videogame ou assistir a vídeos na internet. Os adultos, preocupados, tentam ensiná-la a sentar em um cantinho para fazer lição. Como construir esse hábito de forma tranquila? Qual deve ser a postura dos pais nesse momento? Será que devem ficar por perto o tempo todo, corrigindo cada erro que aparecer?

Antes de saber essas respostas, veja por que o estudo em casa é importante:

·         As crianças aprendem a organizar o próprio tempo e a encontrar suas melhores estratégias de aprendizagem. Também começam a ganhar autonomia.·    

·         No ensino fundamental I (do 1º ao 5º ano), as atividades propostas serão, em geral, curtinhas. Mesmo que sejam concluídas em apenas 15 minutos, elas servem para que “os alunos comecem a entender que casa também é local de estudo”, afirma Ana Ligia Scachetti, CEO da Associação Nova Escola.·       

·         Na sala de aula, as lições e desafios são resolvidos em contexto coletivo. "É importante haver também um momento mais individualizado, para que a criança, longe dos seus pares, reorganize suas ideias e consolide o que aprendeu”, explica Celina Moraes, coordenadora pedagógica na Escola da Vila (SP).·       

·         "A aplicação do que foi aprendido na escola é fundamental para que se firme uma memória de longa duração. Isso demanda tempo, prática e atenção”, diz Carolina Pavanelli, head pedagógica do projeto Árvore de Livros.

·          

E há uma vantagem também para os pais: eles podem aproveitar essas atividades para saber mais sobre o que o filho está aprendendo. Numerais? Que tal, então, ao assistirem juntos a um jogo de futebol, começarem a contar juntos os gols do placar? “Quanto mais os estudos forem relacionados à realidade da criança, mais significativa vai ser a aprendizagem”, reforça Scachetti.

Agora, confira quais cuidados você deve tomar:

1 - Respeite o tempo da criança

O tempo de estudo varia de acordo com a idade do aluno. Na educação infantil, por exemplo, o ideal é que as atividades feitas em casa sejam mais livres e espontâneas, explica a especialista da Associação Nova Escola.

Depois disso:

·         início do ensino fundamental I: cerca de 15 minutos por dia, aumentando, aos poucos, para 30 minutos;·      

·         ensino fundamental II: 1h 30 por dia;·          

·         ensino médio: 2 horas por dia.·          

E atenção: nada de bombardear os alunos com lições, na ansiedade de querer que eles tirem notas boas.

É preciso garantir que as crianças tenham tempo livre para brincar, socializar, ler e aprofundar seus interesses pessoais, alerta Thiago Vedova, orientador pedagógico da Escola Parque (RJ). Até o ócio é importante – momentos de tédio vão ajudá-las a desenvolver a criatividade e a aprender a esperar.

Também evite que lições e estudos “invadam” o fim de semana. “Sábado e domingo são momentos de outros tipos de aprendizagem e de vivências para a vida. Fazer um bolo em família ou treinar lavar a louça, por exemplo, também são experiências importantes”, afirma Moraes.

2 - Crie uma rotina estável 

Para as crianças, é importante ter sempre o mesmo horário para estudar. Aos poucos, isso estimulará que elas sigam essa rotina e adquiram autonomia.

A que horas as atividades devem ser feitas? 

·         Evite momentos próximos à hora de dormir, quando o cansaço é maior. Aqueles instantes antes de ir para a cama devem ser de relaxamento.·          

·         Respeite o tempo de descanso. Normalmente, a criança chega cansada da escola e quer brincar um pouco antes de estudar.·          

3 - Escolha um ambiente apropriado e evite distrações 

“Nem todo mundo tem uma escrivaninha em casa. O ideal, então, é procurar um canto da casa que seja mais sossegado”, diz Celina Moraes, da Escola da Vila.

Se possível, escolha um local bem iluminado e silencioso, distante de celulares, tablets e TVs. 

No caso de quem mora em apartamentos pequenos, com mais de 4 pessoas, uma solução é integrar toda a família ao momento da atividade. Em vez de os adultos ficarem assistindo a um filme enquanto o aluno estuda, podem optar por ler um livro ou fazer algo que não produza agitação ou barulho. 

“É importante estabelecer limites e evitar que a atenção seja desviada durante o estudo”, diz Carolina Pavanelli, do projeto Árvore de Livros. 

4 - Não corrija os erros, mas fique por perto 

Seu filho estava fazendo a lição de português e cometeu um erro de ortografia: escreveu “lasso”, e não “laço”. Se sua vontade é apagar a palavra e corrigi-la, controle o impulso e deixe que a escola cuide da situação. 

“É importante que os erros apareçam, porque representam uma dificuldade que o aluno está enfrentando. Se tudo for corrigido antes, em casa, o professor não saberá do ‘problema’ nem terá como diagnosticar o aprendizado da turma”, explica Moraes. 

A postura ideal do adulto é:

·         supervisionar e ficar por perto, demonstrando interesse na lição;

·         ajudar o aluno quando ele tiver dúvidas.

·          

Antes de você se desesperar, achando que precisa entender tudo de matemática, os especialistas já avisam que não é necessário saber as respostas. O importante é guiar a criança e ajudá-la a encontrar um caminho para as respostas. 

Faça perguntas como:

·         “Você entendeu o que o exercício está pedindo, mas não sabe responder? Ou não compreendeu o que é para fazer?”

·         “Você já leu algo sobre isso ou fez alguma atividade parecida?”

·          

·         Com essas “pistas” dada pela criança, você pode aconselhá-la a fazer determinada pesquisa ou a anotar a dúvida para perguntar algo para o professor no dia seguinte.

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“O papel dos pais é garantir que haja condições de espaço e tempo para uma atividade. Se os familiares não forem alfabetizados, não há problema. Podem colaborar perguntando para a criança o que ela viu na escola. [Essa conversa] fará com que ela sistematize o que aprendeu e dê sentido a isso”, diz Scachetti, da Nova Escola. 

5 - Trate o assunto com animação, sem um tom de ‘castigo’

“Quem não se comportar vai ter mais lição!”; “Se fizerem bagunça, vou passar mais atividade para casa!”; “Se vocês não obedecerem, vão ter de passar a tarde estudando!”. Frases assim, se ditas por professores e pais, podem levar a criança a entender que as tarefas são punições. 

“Todos precisam colocar a experiência da lição de casa e dos estudos como algo positivo. O estudo deve ser apresentado com animação”, explica Ana Ligia. “A postura da família vai modelar a postura da criança. Se for um momento de briga, difícil de ser encaixado na rotina, isso será absorvido pelo aluno.” 

6 - Valorize as conquistas 

Uma forma de tornar o momento do estudo mais atrativo é ressaltar os avanços da criança, aconselha Moraes. 

“Nossa, na semana passada, você ainda não sabia fazer isso! Agora, já dá conta, que legal!”. – Frases assim servirão como um importante incentivo. 

7 - Varie as formas de estudar 

Não pense que estudar é “só” sentar e escrever tudo em um caderno. É importante, inclusive, que haja uma variedade maior de atividades que estimulem a aprendizagem da criança. 

“Dá para propor jogos que, com intencionalidade pedagógica, proporcionem momentos prazerosos no contato com o conteúdo”, diz Pavanelli, do projeto Árvore de Livros. 

Há diversos aplicativos e sites com games divertidos e educativos. Mas, atenção aos cuidados: faça uma curadoria cuidadosa e coloque um limite no tempo de exposição das crianças a telas.

Fonte: G1