Foto: Marcos Santos/Agência Pará
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou no dia 16 de janeiro o reajuste do piso salarial dos professores e professoras em 14,95% e o valor passou de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55. O aumento vale para os trabalhadores e trabalhadoras que lecionam na educação da rede pública e mantém jornada máxima de 40 horas semanais.
Apesar de manter critérios claros sobre a correção e formas de pagamento, muitos gestores têm buscado mecanismos para burlar o compromisso de valorização com os trabalhadores e as trabalhadoras da educação.
“O pagamento de gratificações salariais para burlar o cumprimento da Lei do Piso não é legal e em São Paulo, a Apeoesp tem ajuizado ações civis públicas para cada ano desde 2017 e obtido sucesso em todas. A lei estabelece que o salário-base é que deve atingir o valor e não se pode considerar qualquer outra parcela remuneratória afora ele”, explica.
Porém, como alerta Pimentel, a atuação das organizações sindicais é fundamental para cobrar os governos e evitar que além do achatamento do salário, por conta das gratificações e vantagens não estarem sujeitas ao reajuste pela lei, os professores e professoras também sejam prejudicados a longo prazo quando as bonificações são usadas para complementar os vencimentos.
“Um problema que muitas vezes não é considerado é o fato de a forma de pagamento não ser incorporada à aposentadoria e não ser utilizada no momento do cálculo pela Previdência. Isso diminui drasticamente os vencimentos que os trabalhadores e trabalhadoras irão receber”, alerta.
Fonte: CNTE

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