segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Censo da Educação Superior: matrículas em EAD crescem 474% em 10 anos

Os estudantes do ensino superior continuam optando cada vez mais pela educação a distância (EAD), segundo dados do Censo da Educação Superior de 2021 divulgados, nesta sexta-feira (4), pelo Inep, órgão do o Ministério da Educação (MEC). O número de ingressantes na opção EAD aumentou 474%, de 2011 a 2021. Somente no ano passado, foram mais de 3,7 milhões de alunos matriculados na modalidade a distância tanto público como privada, o que equivale a 41,4% do total. Pela primeira vez, o número de matrículas em cursos a distância na rede privada superou o de curso presencial.

“Esse aumento é uma tendência para os próximos anos, pois o cenário da pandemia alavancou muito o ensino a distância. É um caminho sem volta”, disse Eduardo Gomes, secretário adjunto de Educação Superior.

Com o aumento expressivo do ensino a distância , o presidente do Inep, Carlos Eduardo Moreno destacou que esse tipo de ensino somente será eficiente se for de qualidade. “A supervisão, a regulação e a avaliação passam a ser essenciais para induzir a melhoria dos cursos. É um momento muito propício para essa reflexão, considerando o diagnóstico apresentado pelo censo", disse.

Em 2021, o ensino superior, tanto na rede pública como privada, contabilizou mais de 8,9 milhões de estudantes matriculados. O curso que aparece com maior taxa de ocupação das vagas, em ambas as redes, é Medicina, com mais de 90% das vagas ofertadas ocupadas.

Nos cursos de licenciatura - formação de professores - o censo mostrou que mais da metade das vagas não são preenchidas e as matrículas na modalidade à distância (61%) superam a presencial (39%). Dentre os cursos de licenciatura, prevalece Pedagogia com quase metade dos alunos matriculados, 47,8%.

A distribuição dos ingressantes por grau acadêmico no ultimo ano foi 55% em bacharelado, 30% em tecnológico e 15% na licenciatura.

Estudantes com bolsa ou financiamento

O número de estudantes com algum tipo de bolsa ou financiamento na rede privada reduziu, em comparação aos últimos anos, atingindo quase o patamar de 2013, quando 37,2% dos estudantes tinham alguma bolsa. Em 2021, o percentual de matrículas com bolsa foi de 38,1%. O maior percentual de bolsas foi registrado em 2018 com 46,8%.

Entre as opções de bolsa ou desconto, os estudantes têm como opção o Fies - sistema de financiamento estudantil, o PROUNI - bolsas de estudo, ou outros tipos de financiamento oferecidos pelas faculdades. O censo aponta que, em 2021, 75% das matrículas correspondiam a outros financiamentos, enquanto 17% são do PROUNI e 8% do FIES.

Fonte: Gazeta do Povo

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