Ata de
Assembleia Geral da APLB\Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da
Bahia - Delegacia Costa do Dendê – Núcleo de Presidente Tancredo Neves/BA.
Aos dezessete dias do mês de março de dois mil e catorze, às
nove horas e quarenta minutos, reuniram-se na Sede da APLB – Núcleo de
Presidente Tancredo Neves, os diretores sindicais Maria Salete Lucena, Patrick
Francis Cristo, Edilene de Jesus dos Santos, Josias Silva, José Raimundo com os
demais filiados, com a seguinte pauta: Piso salarial nacional, Salário mínimo
dos 40%, Emendas do Plano de Carreira (Prefeitura já enviou parecer), Mudança
de nível 40% e 60%, Empréstimo de contra cheque, Cumprimento dos artigos 25 e
28 do Plano de Carreira, Execução do PROFUNCIONÁRIO e o que ocorrer. Dando
início a reunião, Edilene de Jesus convocou para que se fizesse uma oração para
se dar prosseguimento à assembleia. Em seguida foi apresentado um vídeo em
homenagem ao Dia das Mulheres comemorado no dia oito de março. Logo após, Edilene
de Jesus passou a palavra para Maria Salete, para que expusesse a pauta
nacional de luta. Antes de iniciar com a pauta nacional, Maria Salete fez
breves comentários sobre a luta dos trabalhadores em especial a luta das
mulheres por condições melhores de trabalho. Maria Salete informou da liberação
de Edilene de Jesus pela gestão municipal para exercer o trabalho sindical,
salientando que o plano de cargos e salários não contempla essa liberação, mas
que por intermédio de negociação conseguiu a liberação. Maria Salete ainda
salientou a importância do trabalho sindical e que é preciso deixar as questões
político-partidárias de fora das lutas sindicais. Maria Salete ainda chamou a
atenção a respeito dos empréstimos de contracheque para se fazer pagamentos a
terceiros e para o cuidado que se deve ter com a colocação de outras pessoas no
local de trabalhos para suprir as faltas dos professores na sala de aula. Com
relação a pauta nacional, Maria Salete disse que Presidente Tancredo Neves
também é Brasil e por isso não deveria ficar de fora das discussões da Greve
Nacional. Maria Salete salientou que mesmo após um ano a pauta de
reivindicações continua a mesma, a respeito da aprovação do PNE, os dez por
cento do PIB para a educação, os royalties
do petróleo, cumprimento da lei do piso nacional, planos de carreiras dos
educadores. Maria Salete ressaltou a meta 17 do PNE, que diz que todos os
profissionais devem receber o equivalente aos demais profissionais que tenham o
mesmo nível de escolaridade. Com a palavra, Edilene de Jesus disse que a respeito
de sua liberação isso está constado e ata para que não haja dúvidas quanto a
isso, para que cessem as especulações a respeito disso, salientado que a mesma
está nessa luta para garantir os direitos dos trabalhadores da educação.
Patrick Francis chamou a atenção de que o trabalho sindical é muito árduo e que
a APLB não é apenas os diretores sindicais, mas são todos os filiados e que é
preciso que se amadureça de forma a promover uma luta com mais afinco e deixar
de picuinhas a respeito dos colegas. Maria Salete chamou a atenção da tentativa
da Secretaria de Educação de colocar um professor de quarenta horas para
cumprir a carga horária no sindicato, uma vez que não queriam dar a liberação
da diretora sindical Edilene de Jesus. Com relação aos pontos locais da pauta,
Maria Salete disse que o trabalho sindical não cessa e que é necessário que os
filiados sejam unidos para as reinvindicações. Com a palavra, Edilene de Jesus
chamou a atenção para algumas ações tomadas por outrem e que usam o nome da
APLB para justificar suas ações, colocando a “culpa” no sindicato. Edilene de
Jesus ainda chamou a atenção para as avaliações de desempenho dos professores,
salientado que isso é de fundamental importância, mas que isso deve ser feito
com critérios bem claros e definidos. Foi salientado por uma filiada que há
pressão para que os professores “emprestem” os contracheques para que se possa
contratar funcionários para as escolas, visto que é conhecida uma pessoa que
trabalha numa escola do município baseado nesse esquema. Maria Salete disse que
de forma alguma o sindicato compactua com essas práticas. Maria Salete falou de
denúncias de que algumas direções de escolas são ocupadas por pessoas leigas,
que tem o curso de formação geral e que prestaram concurso para outras áreas,
como serviços gerais, ou não são do quadro efetivo. Maria Salete disse que a
APLB defende que os ocupantes desses cargos devam ter a formação necessária e
sejam professores efetivos, de acordo com o Plano de Carreira, primando pela
qualidade. Maria Salete disse que o executivo municipal ficou de dar uma
resposta sobre a atualização do piso no mês de março e que a proposta com
relação ao retroativo referente a janeiro é de que seja parcelado. Maria Salete
disse que não é justo que se contrate professores em detrimento da retirada de
carga horária de professores efetivos. Edilene de Jesus disse que com relação
ao reajuste do pessoal de apoio que tem nível e a progressão horizontal será
definida numa reunião marcada para o dia vinte e cinco de abril do corrente ano,
bem como para a definição das mudanças de nível dos professores. Com relação
aos novos concursados, que teriam a receber as diferenças dos meses de janeiro,
fevereiro e março de dois mil e treze, que até então não receberam e consta em
ata a fala de Vandiney que disse que isso seria pago a partir em abril de dois
mil e catorze, visto que já havia um acordo anterior de pagamento a partir de
fevereiro. A assembleia decidiu que se não for pago se irá apresentar denúncia
no Ministério Público já que há um acordo em ata que não foi cumprido. Com
relação as emendas propostas no plano de carreira Edilene e Josias disseram que
foi enviado ofício para a gestão municipal para que desse resposta com relação
a essas emendas. Para tanto o executivo municipal enviou parecer, que lido na
assembleia, onde consta que o jurídico, após análise, negou uma série de
emendas e que precisam ser revistas. Josias disse que a APLB continuará
enviando ofícios ao executivo municipal para que encaminhe as emendas para a
Câmara de Vereadores. Foi sugerido por Edilene que se forme uma comissão para
analisar os pontos negados pelo jurídico municipal. Foi sugerido por Josias que
se encaminhe os pontos aceitos para a Câmara de Vereadores. Para tal comissão
foram nomeados as seguintes pessoas: Rita Mascarenhas, Jurema Menezes, Josilda
dos Santos, Márcia Maria, Eva Fagundes e Josélia Argolo, que se reunirão no dia
dezete de março de dois mil e catorze às treze horas na sede do sindicato. Foi
colocado ainda que se envie ofício para a gestão municipal para que se
regularize a situação de coordenações, direções e vice-direções que não são do
quadro efetivo e não têm a formação adequada para exercer tais funções. A
cobrança da APLB, segundo Edilene é de que tais pessoas sejam efetivos e tenham
a formação necessária, de acordo com o plano de carreira e que não há pedido da
APLB para que se faça eleição, pois se tratou de conversa informal entre a APLB
e o executivo municipal, o que não os impede de realizarem a eleição com o
pessoal efetivo. Foram colocadas denuncias de que há secretário escolar no
município que tem apenas a formação em nível de quarta série, bem como pessoas
contratadas que não têm a qualificação necessária para exercer a função a qual
foi designada. Foi dito por Edilene que será encaminhado ofício com urgência
par a Secretaria de Educação do Município com a reinvindicações da categoria
solicitando reunião para discutir os referidos problemas detectados e que será
convocada assembleia para que se tomem as decisões com relação a resposta do
executivo municipal. Foi decido, então, pela assembleia que irá se aguardar por
respostas do executivo municipal até o final do presente mês. Com relação às
reinvindicações do pessoal de apoio, foi formada comissão para se discutir os
pontos inerentes ao mesmo. Tal comissão será composta por Eunice, Eliane,
Flávia, Edvaldo e Marli Farias. Com relação a ajuda de custo dos servidores que
fazem faculdade, foi dito por Edilene que os repasses que não foram pagos até
então, inclusive da gestão municipal anterior, serão efetivados, valendo-se de
que serão somados os valores totais e divididos. Com relação ao AC retirado em
dois mil e doze, Edilene disse que isso já foi encaminhado ao Ministério
Público e que o mesmo determinou que o executivo municipal faça o pagamento,
mas que apenas falta a gestão municipal cumprir com os pagamentos. Foi
denunciado ainda por algumas professoras de que suas mudanças de nível,
referentes ao ano de dois mil e doze e dois mil e treze, ainda não foram
efetivadas e que não estão recebendo por isso. Edilene disse que é preciso
resolver isso, já que tem mais professores concluindo seus cursos de graduação
e pós-graduação e que a APLB irá tomar as providências necessárias e que a
liberação para mestrado também será pauta das reuniões com o executivo
municipal. Quando foi questionado quanto ao não pagamento da percentagem para
professores com alunos com deficiência, a professora Maria Aparecida disse que
de um a três alunos a percentagem é de cinco por cento, de quatro a seis, dez
por cento, de sete a nove, quinze por cento e acima de nove alunos, vinte e
cinco por cento. Sem outro assunto foi encerrada a reunião e para constar eu, Patrick
Francis Cristo Luz de Queiroz, secretário designado, lavrei a presente ata que
será devidamente assinada.
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