Fotos: André Oliveira
A revogação de resoluções das Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores/as foi um consenso na audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (10) na Câmara dos Deputados em Brasília.
Na avaliação dos participantes da reunião, as resoluções NE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019 e a CNE/CP Nº 1, DE 27 DE OUTUBRO DE 2020 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação), devem ser derrubadas pois elas limitam a formação e a tornam tecnicista, desvalorizam os/as profissionais da educação e promovem o avanço privatista sobre a educação.
Participaram do debate o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, e outros representantes de organizações e entidades ligadas à educação. Promovida pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e chamada pela deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), a audiência pública teve como objetivo principal debater as Diretrizes Nacionais para a Formação de professoras/es da educação básica, definida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), porque tiveram seus prazos de implementação adiados e podem ser debatidas e avaliadas.
“Essa audiência de hoje engrandece a educação brasileira porque mostra nossa unidade neste debate sobre as resoluções 1 de 2020 e 2 de 2019 e quando a gente diz revogar alguma coisa, não é jogar tudo fora. A gente vai debater, escrever e estudar para que as diretrizes apresentadas dialoguem de fato com o nosso dia a dia. Agora conversar sobre isso não será mais problema, não é mais proibido”, disse a professora e deputada Rosa Neide se referindo aos momentos obscuros em que o debate democrático era criminalizado dentro do Congresso por apoiadores de Jair Bolsonaro.
A audiência pública da Comissão da Educação foi a primeira que aconteceu depois da eleição que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva como presidente.
Os resultados do encontro, de acordo com a parlamentar, vão ser repassados às autoridades que tratam da educação no Brasil e também à equipe de transição do novo governo. “Não posso falar em nome da equipe da transição, mas fui autorizado pelo Pain que este grupo será ouvido e que vamos sentar numa mesa com a coordenação da transição para que todos sejam ouvidos”, garantiu a deputada.
Fonte: CNTE


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